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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (25) : Viver na nossa língua - Meios de comunicação lusófonos


publica-se às 3ªs e 6ªs
coordenação Pedro Godinho


wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )





Viver na nossa língua

Meios de comunicaçom lusófonos


  • Guia de Mídia, portal brasileiro que referencia inúmeros meios brasileiros e doutros paises.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (24) : Viver na nossa língua - Utilidades


publica-se às 3ªs e 6ªs
coordenação Pedro Godinho


wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )





Viver na nossa língua

Ferramentas da AGAL


  • Conjugal Flexionador verbal do galego, que permite visualizar a conjugação dos principais verbos da nossa língua.

  • Topogal Programa informático que pretende aproximar o público galego à toponímia do seu País dumha maneira agradável e atraente. A sua interface está desenhada em Visual Basic 5.0 e o seu funcionamento é similar ao de um dicionário eletrónico, com várias possibilidades de acesso aos dados, inclusive por meios gráficos, ainda que o TOPOGAL seja um programa independente.

  • Numergal Conversor numérico que permite colocar por extenso qualquer quantidade numérica compreendida entre 0 (zero) e 999.999.999.999 (novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove).

  • Dicionários para correctores ortográficos livres, como os usados por OpenOffice e Firefox.

Dicionários em linha


  • Estraviz. Tesouro lexical galego, com mais de 125.000 entradas é o dicionário galego mais completo.

  • Priberam. Dicionário de português lusitano que contém cerca de 97 000 entradas lexicais, incluindo locuçons e fraseologias, e que permite a consulta de definiçons, com sinónimos e antónimos por aceçom, subentradas e locuçons. Em alguns casos é também possível consultar informaçom sobre a origem da palavra e a sua pronúncia, sobre a conjugaçom verbal e sobre equivalentes de e para espanhol, francês e inglês.

  • Infopédia, enciclopédia e dicionários da Porto Editora.

  • Michaelis. Portal que permite consultar um grande dicionário de português brasileiro, e vários dicionários bilingues.

  • Aulete. Completo dicionário brasileiro, acompanhado por um dicionário de elaboraçom coletiva.

  • Wikcionário, o dicionário livre.

  • Aurelio, dicionário brasileiro.

  • Diciónario online de português.

  • Wordreference. Portal com vários dicionários bilingues. Vale a pena visitar os seus fóruns, que podem resultar de grande ajuda.

  • Linguee. Busque termos em milhões de frases traduzidas por outras pessoas.

Outras


Os manuais dos aparelhos que se vendem na Galiza estám na maior parte das vezes na nossa língua, e só questom de procurar

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (23) : Viver na nossa língua - Defesa e difusão do reintegracionismo

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Viver na nossa língua 

Conselhos para umha eficaz propagaçom do reintegracionismo na rede, e fora dela.


  • Cumpre ter boas maneiras, nom insultar, nom desconceituar, nom abusar do sarcasmo. A quem defende umha ideia nova interessa-lhe o debate civilizado, o intercâmbio de opiniões e dados. Se um debate degenerar numha discussom inçada de insultos e sarcasmos, o ruído amortece a mensagem e as velhas ideias prevalecem incontestadas. Portanto as discussões agres e insultuosas som do interesse do Statu Quo, nom dos defensores das novas ideias.

  • Cumpre ter paciência com o desconhecimento. Ninguém nasce aprendido, e no sistema de educaçom galego ensina-se apenas a versom oficial da questom da língua, ignorando quando nom ocultando, questons lingüísticas básicas. Esperamos que esta wiki ajude a luitar contra essas carências.

  • Fazer finca-pé em ajudar. Quando alguém pede ajuda, ainda que a resposta seja trivial, deve receber ajuda, nom desqualificaçons. Alguém que recebe ajuda é um potencial aliado, alguém que recebe desqualificações é um potencial inimigo. Além disto umha comunidade prestes a ajudar vai ter sempre melhor imagem externa, e interna.

  • É bom salientar as histórias de sucesso, isto dá umha imagem positiva, tanto externa como interna, do movimento reintegracionista. Quais som as histórias de sucesso do reintegracionismo? Inúmeras. É bem sabido que os reintegracionistas temos à nossa disposiçom um grande número de livros em português, que podemos receber umhas quantas televisões na nossa língua, que podemos escuitar muitas rádios lusófonas via Internet, etc. Dito assim, em geral causa um certo efeito, mas se falamos de exemplos particulares (recensons de livros, comentários sobre programas de TV, comentários sobre filmes,…), dumha maneira natural e continua, o efeito é outro.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (22) : Viver na nossa língua - Algumas questões práticas

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Viver na nossa língua

Algumhas questons práticas

Mudança de nomes e apelidos.

Neste momento pode-se passar o nome e os apelidos a forma galega, o que vem recolhido na lei que entrou em vigor no ano 2000.

 

Procedimento - Pedido (com certificaçom de a forma proposta ser correta e galega) dirigida ao registo civil onde temos a nossa certidom de nascimento. A resoluçom e modificaçom terá lugar em 24 horas. No dia seguinte poderíamos pedir umha certidom de nascimento com a mudança feita e proceder com os distintos documentos legais e em todos os papéis e registos (incluída a certificaçom de casamento). Se há filho/as menores de idade, temos de ir já ao registo onde figurarem as certidons dos(as) nossos(as) filhos(as) e procedermos com a respetiva mudança.

 

Dificuldades - A principal é a discricionariedade do funcionário(a) na hora de avaliar a “galeguidade” dos nomes e apelidos. Mudanças que num registo som possíveis num outro encontram obstáculos.

 

Quando a mudança nom sobressai do quadro do galego Ilga-Rag, a melhor estratégia é saber quem vai tomar a decisom, insistir e sobretudo acompanhar o pedido com certificações inapeláveis de autoridade lingüística (no caso ILGA ou RAG). Nos julgados do civil costumam ter bibliografia ao respeito mas a discricionariedade funcionarial pode complicar o processo.

 

Quando a mudança excede o quadro do galego Ilg-Rag também é possível mas pode ser mais lento exigir mais paciência. É importante juntar documentaçom acreditadora de sermos conhecidos socialmente sob a forma para a que pedimos a mudança: correspondência privada e pública, correspondência comercial (esta e doada de conseguir solicitando receber propaganda na nossa caixa de correio), citações em revistas, cartons de associações, comunicações de organismos oficiais. Quanto mais volumosa e alargada no tempo for a documentaçom, terá mais valor. Ainda, acrescentar umha certidom de autoridade académica (por exemplo, de algum professor do departamento de português de Santiago de Compostela ou de traduçom e interpretaçom de Vigo) será um valor acrescentado.

 

O processo administrativo tem lugar agora na povoaçom onde moramos. Neste sentido é estratégico investigar a atitude dos funcionários do teu concelho porque pode mesmo ser útil mudar temporariamente de recenseamento (vamos ter que apresentar a certidom municipal de residir no concelho em questom).

 

Teremos que apresentar umha instáncia ao julgado do civil em que informes de que socialmente és conhecido por XXX e que esta forma nom se corresponde com a forma em que figuras nos documentos. Juntamos a documentaçom acreditadora de seres conhecido assim, o certificado da autoridade competente e o do padrom municipal.

 

A partir de aqui o julgado cita-te para fazer um auto, e esse dia deverás apresentar-te com duas pessoas maiores de idade (nom servem familiares próximos) e que serám as tuas testemunhas que vam declarar que desde que te conhecem, sempre foi com os nomes e apelidos XXX. O ideal é ter a cumplicidade do(a) funcionário(a) para assim fazer todos os passos num único dia,quer dizer, apresentar a instáncia e ir com as testemunhas. Se se segue o regulamento à risca podem passar 6 meses entre o início do processo apresentando a instância e ser citados para assistir com as testemunhas.

 

O Julgado, depois de preparar o expediente, passa-o ao juiz ou à juíza que lhe corresponder (e de novo aparece a discrecionariedade). Esta pessoa elabora um relatório quer favorável quer desfavorável para depois o expediente ser elevado polo julgado à Direçom Nacional do Notariado do Ministério de Justiça, para que por delegaçom do ministro adote o conforme com a mudança e proceda a comunicá-la ao julgado que iniciou o expediente e a nós mesmas(os). Se o relatório do juiz é favorável em Madrid vam dar o sim mas se for desfavorável a comunicaçom de Madrid abriria a via para a reclamaçom judicial contra ela, que costuma ser umha via lenta e cara. Nesse caso é melhor começar de novo.

 

Caso tenha tido umha decisom favorável à mudança, voltamos ao julgado para mandarem ordem aos registos civis onde estám as nossas certidons de nascimento, a de matrimónio, a dos teus filhos/as e em todas se procede a efetuar a mudança. Depois é dirigir-se ao registo civil onde estamos inscritas(os) para pedir umha partida literal de nascimento que já estará corrigida e procedemos à mudança dos documentos.

 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (21) : Movimento reintegracionista - Relações com falantes doutros países lusófonos

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Movimento reintegracionista

Relaçons com falantes doutros países lusófonos

Queredes ser portugueses?

Querem os valons ou os quebequenses ser franceses? Os teuto-suíços ou os sul-tiroleses serem alemáns? Os chilenos ou os porto-riquenhos serem espanhóis? Os irlandeses ou os australianos serem ingleses?. É muito freqüente as fronteiras lingüísticas nom se corresponderem com as fronteiras políticas, já que, por umha parte, existem vários grupos de naçons que tenhem a mesma língua oficial: francofonia, anglofonia, hispanofonia, lusofonia, etc., e, por outra, existem muitas mais línguas que estados, e portanto o usual é num estado falarem-se várias línguas.

 

Os reintegracionistas que militam nalgumha força política fam-no, maioritariamente em forças independentistas ou federalistas, nom existindo na atualidade nengum movimento político organizado que defenda a inclusom da Galiza na República Portuguesa.

Por que em Portugal nos falam em castelhano?

Em Portugal continental, exceto o Algarve, a imensa maioria dos turistas som espanhóis, e a indústria turística portuguesa adaptou-se logicamente a esta circunstáncia. De maneira que para os trabalhadores deste ramo falar castelhano é umha mais-valia. E assim tam logo detetam que o cliente é espanhol falam-lhe, melhor ou pior, em castelhano. E fam-no por dous motivos, por tentar agradar a clientela, mas também com o intuito de praticarem o castelhano, e nom sempre a primeira causa é a principal.

 

Para os galegos que pretendemos falar a nossa língua em Portugal, ou mesmo para qualquer espanhol que pretenda praticar português, este fenómeno revela-se um tanto frustrante. Aliás, como o visitante interage principalmente com a indústria turística -hotéis, restaurantes, lojas de lembranças…-, pode chegar a conclusom de que em Portugal a maior parte da populaçom fala castelhano. Mas este é um fenómeno restrito a tal indústria, e fora dela nom se verifica. Assim se entramos numha livraria, numha sapataria, numha loja de azulejos… o usual é os vendedores falarem unicamente em português.

Como conseguir que nos falem na sua língua?


  1. Pedindo-lho educadamente.

  2. Evitar as zonas mais turísticas.

  3. Tentar falar com gente fora da indústria turística.

  4. Aproximar o nosso galego ao padrom lusitano.

    1. Usar o sesseio.

    2. Evitar no possível o léxico que nos afasta das falas de Portugal, nomeadamente castelhanismos.

Por que os portugueses e brasileiros presentes na Galiza falam em castelhano?

Para se integrar socialmente.

 

A língua das pessoas emigrantes costuma ser um indício bastante fiável, em contextos plurilingues, de que língua funciona melhor socialmente. Aprender umha língua implica um esforço que se vê facilitado com o contacto social com os seus falantes. Assim sendo, se os emigrantes lusófonos investem nesse esforço é porque acham que será recompensado. Se o galego fosse a língua social da Galiza, teriam menos incentivos para investir na aprendizagem do castelhano.

 

Outra questom a tratar seria a expetativa dos e das emigrantes. Quando um brasileiro emigra para a Eslovénia ou a Suécia, tem a expetativa de que ali falam umha língua local. Quando emigra para a Galiza, a expetativa (salvo contadas exceçons) é que falam espanhol porque na verdade estám a emigrar para a Espanha. Esta expetativa poderia ser talvez reformulada se o formato de galego que encontrassem fosse outro, mas, para além de ter uma presença periférica (escasseia nas cidades), a sua vestimenta oficial nom ajuda a fazer as ligaçons necessárias (galego=português).

 

Naqueles contextos onde o galego é hegemónico é habitual que os emigrantes lusófonos mantenham a sua língua, nomeadamente áreas rurais, ambientes culturais, certas áreas profissionais…

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (20) : Movimento reintegracionista - O reintegracionismo e os movimentos políticos

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )



Movimento reintegracionista

Reintegracionismo e política

O reintegracionismo é umha filosofia lingüística e cultural, nom política, sendo compatível com qualquer ideologia que respeite a identidade própria da Galiza. Assim, há reintegracionistas de quase qualquer quadrante político. Porém, nom se pode negar que a maioria das pessoas mais preocupadas polo futuro do idioma, as que mais refletem sobre ele, se encontram no nacionalismo, como em épocas passadas se encontrárom no galeguismo, e é deste grupo de gente que se nutre em maior medida o reintegracionismo.

Movimentos de ámbito estatal

Tirando casos de militantes particulares, a boa saude do galego nom é umha preocupaçom para os partidos políticos de ámbito estatal. Em geral, de facto, as tímidas políticas favoráveis ao galego promovidas tanto polo Partido Popular (antiga Alianza Popular) como polo Partido Socialista Obrero Español, assentam na pressom dos setores da sociedade vinculados aos projetos políticos de ámbito galego.


  • Partido Popular. Sendo o partido que durante mais anos e com maiorias mais cómodas tem exercido o poder na Galiza, as suas políticas lingüísticas tenhem a maior importáncia, sendo o máximo responsável político no alarmante retrocesso da nossa língua. Cumpre contodo diferenciar várias etapas, e assim nom foi o mesmo o labor no primeiro mandato de Fernandez Albor, onde há um tímido mas real interesse em promover o galego, que a época Fraga, onde se procura a manutençom do status quo, ou o destrutivo mandato de Feijoo. Mas se há umha constante em todas as etapas do poder popular é a discriminaçom, quando nom diretamente repressom, do reintegracionismo.

  • Partido Socialista Obrero Español. A política lingüística propugnada polo PSdeG tem sido semelhante à do PPdeG; em teoria defendeu a promoçom do galego, mas nas instituiçons em que exerceu o governo, a prática ficou-se muito aquém do possível. Cumpre contodo assinalar duas diferenças com o PPdG:

    1. a nível central nom se defendem políticas lingüicidas, como no PP, e

    2. se bem a nível oficial o PSdeG filia-se no isolacionismo, nalguns momentos houvo algum grupo nitidamente reintegracionista, como testemunha o documento “Achegas socialistas às bases analíticas da ortografia simplificada para a língua de Galiza, Portugal, Brasil e paises africanos de língua oficial portuguesa”, que foi publicado no número 1 de Cadernos do Povo, Revistas Internacional da Lusofonia.

  • Esquerda Unida. Esta coaligaçom tem tido sempre umha postura em favor da promoçom do galego, mas nom tivo muitas oportunidades de a pôr em prática. No seu site usa a norma ILG-RAG, sem esclarecer o modelo de galego culto que propugnam. Mas neste tema parecem ter muito peso as opinions de Alonso Montero, académico da RAG, e destacado isolacionista.

  • Anarquismo. É neste movimento político onde, fora do independentismo, melhor acolhimento tenhem as teses reintegracionistas, usando-se tanto a norma AGAL como o padrom lusitano, ao lado da norma ILG-RAG, tanto no sindicato CNT como no seu portal insígnia, Galiza libertária. A simpatia de alguns anarquistas polo reintegracionismo, explica-se, em primeiro lugar, polas vantagens da proposta lusista para a vitalidade da língua. Outro elemento de atraçom é a possibilidade de pôr em contacto, com maior facilidade, as classes trabalhadoras da Galiza e dos países lusófonos, dado que os anarquistas se consideram apátridas. Por último, a própria estrutura do movimento reintegracionista, construído de baixo para cima, combina bem com a maneira de agir dos libertários.

Organizaçons de ámbito galego

Poema de Manuel Maria incluído no seu livro "A luz ressucitada", editado pola AGAL em 1984.

  • Bloco Nacionalista Galego. O BNG é a organizaçom nacionalista galega mais numerosa, que maior representaçom tem nas instituiçons oficiais, e que mais poder tem exercido. É indubitável o seu compromisso com a nossa língua, mas na hora de exercer o poder tem sido bastante tímido ao aplicar as suas propostas. A respeito do modelo de galego que propugna poderia qualificar-se de reintegracionista platónico, pois se bem teoricamente afirma o galego ser a mesma língua que o português, a sua prática é majoritariamente isolacionista, tanto internamente como nas instituiçons galegas. Porém a nível europeu os seus parlamentares aplicam sem hesitaçons a doutrina reintegracionista, empregando sempre o português da Galiza.

  • Centro galeguista. No centro galeguista tem havido sempre reintegracionistas, sendo o mais salientável D. José Posada, fundador da AGAL e primeiro eurodiputado galego, por Coaligaçom Galega, em empregar o português da Galiza no Parlamento Europeu. Na atualidade há varios partidos dentro deste campo político: Terra Galega, Partido Galeguista e Converxência XXI. Este último destaca-se dos anteriores por um reintegracionismo utilitário.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (19) : Movimento reintegracionista - A comunidade reintegracionista

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )



Movimento reintegracionista

A comunidade reintegracionista


A comunidade reintegracionista

A comunidade reintegracionista é umha parte pequena mas muito ativa da comunidade galecófona, polo qual é muito difícil enumerá-la na sua totalidade. Porém esperamos sermos bastante abrangentes.

Centros sociais

Os centros sociais som espaços físicos autogeridos situados nas principais cidades e vilas galegas que servem para acolher as atividades e propostas do movimento associativo vinculado a eles. Som lugar de reuniom, formaçom, convivência e lazer onde a vida decorre ao 100% em galego. Cada centro social tem as suas caraterísticas e particularidades, respondendo em cada caso às necessidades determinadas pola cidade em que estám situados. Há centros sociais independentistas, anarquistas, ocupados… mas em todos eles o reintegracionismo está presente em maior ou menor medida.


Bertamiráns Boiro Compostela
A Fouce Aturujo A Gentalha do Pichel Henriqueta Outeiro
Corunha Estrada
A Casa das Atochas Atreu Gomes Gaioso Setestrelo
Ferrol Ginzo Lugo Marim
Artábria Aguilhoar Mádia Leva Almuinha
Noia Ourense Ponte Areias Pontevedra
Roi Soga de Lobeira A Esmorga Baiuca Vermelha Reviravolta
Vigo
Faísca A Revolta

Cultura

Associaçons culturais

Língua

Música

Editoras

Atraves Editora Editora Estaleiro
Editora Abrente
Editora A Fenda Edições da Galiza

Desporto

Activismo sociopolítico

Organizaçons políticas

Organizaçons juvenis


  • AMI Assembleia da Mocidade Independentista

Direitos Civis

Internacionalismo

Feminismo

Diversidade sexual

Ensino

Associaçons de maes e pais

Comunicaçom e opiniom

Meios de comunicaçom social

Blogues reintegracionistas

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (18) : Movimento reintegracionista - Que é a AGAL?

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )



Movimento reintegracionista

Que é a AGAL?

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) é umha entidade sem ánimo lucrativo constituída em 1981 na Galiza para defender:


  • Umha estratégia reintegracionista para a língua da Galiza (a visom e a vivência da mesma como umha variedade do sistema lingüístico galego-português.

  • A sua plena normalizaçom lingüística.

Em 1983, a sua Comissom Lingüística editou um estudo crítico das normas ortográficas e morfológicas do idioma galego. Em 1989, a segunda ediçom, corrigida e acrescentada, incluía a proposta normativa da Agal

Para levar a cabo a sua missom, tem utilizado diferentes formatos:
Portada do Sempre em Galiza, editado recentemente pola editora da AGAL. Mais informaçom clicando na imagem.

Que atividades tem feito a AGAL no passado?

A Comissom Linguística da Agal elaborou um estudo crítico das NOMIGA e posteriormente elaborou a sua própria proposta normativa (ortografia e morfologia gerais) para a nossa língua que em 2010 foi adatada seguindo diretrizes do Acordo ortográfico.

A Agal organizou entre 1984 e 1996 seis congressos da língua galego-portuguesa na Galiza bem como numerosos seminários, jornadas e simpósios.

Em 1985 nasce a Agália, revista de ciências sociais e humanidades que alcançou recentemente o número 100.

Até à apariçom do novo selo da associaçom, Através editora, fôrom publicados 50 livros em diferentes coleçons (Universália, Criaçom, Clássicos).

Em 2001 nasce o Portal Galego da Língua, sítio na rede da atualidade da língua na Galiza, e que para além de umha fecunda secçom informativa conta com vários sites formativos.

Que atividades realiza a AGAL na atualidade?

O atual conselho, eleito em junho de 2009, promove umha estratégia dupla:

Como se organiza a AGAL?

A direçom e a administraçom da Associaçom som exercidas polo Presidência, polo Conselho (= Junta Diretiva) e pola Assembleia Geral.

A Presidência é designada pola Assembleia Geral e o seu mandato durará quatro anos, renovável por outro de quatro anos. O Conselho está formado pola Presidência, a Vice-Presidência, a Secretária e a Tesouraria bem como um mínimo de três vocais.

Na estrutura organizativa da Associaçom também se integram, como órgaos de carácter ténico, a Comissom Lingüística, a Comissom de Informática e a Comissom de Publicaçons.

Qual é a atual diretiva da AGAL?

Atual conselho da AGAL

O dia 6 de maio de 2009 decorrêrom as eleiçons para o conselho da AGAL havendo umha única candidatura encabeçada por Valentim R. Fagim com umha equipa formada por Miguel R. Penas (vice-presidência), Eugénio Outeiro (Secretaria), Manuel César Vila (Tesouraria), Gerardo Uz (Vogal), Jéssica Beiroa (Vogal)e Suso Sanmartim (Vogal). O programa da candidatura foi disponibilizado on-line. Ao existir umha única candidatura era preciso atingir 2/3 dos votos, quota que se atingiu.

Que sites tem a AGAL?

Os sites da Agal por ordem cronológica som:

2001: Portal Galego da Língua

2005: Dicionário e-estraviz

2005: Planeta NH (Desativado para o público geral o 2 de Abril de 2011)

2005 Blogues

2008 Foros (Fôrom desativados o 31 de Dezembro de 2010).

2010 Loja imperdível

2011 Wiki-faq da Agal e do reintegracionismo

Que relaçom tem a AGAL com outros coletivos galegos que promovem a mesma estratégia para a língua?

O reintegracionismo é um movimento multilinear em que caibam grande pluralidade de filosofias e práticas, desde culturais até sóciopolíticas. Nesse quadro amplo, a AGAL tem como missom a difusom do reintegracionismo e normalizaçom lingüística.

A AGAL mantém relaçons fluídas com todas as associaçons e entidades reintegracionistas sendo muitos dos seus promotores e promotoras, por sua vez, associados e associadas da Agal. Cada entidade reintegracionista tem diferentes ámbitos de atuaçom quer geograficamente: internacional, nacional e local, quer setorialmente: cultural, académico, partidário, comunicaçom…

Que relaçom tem a AGAL com outras entidades galegas?

A AGAL é a associaçom que aglutina as pessoas partidárias de construir o galego moderno tendo em conta o português. Conseqüentemente, promove que a nossa língua seja codificada seguindo a tradiçom gráfica galego-portuguesa. Porém, ainda que seja considerada a associaçom mais importante desta tendência cultural, a AGAL fai parte de um movimento muito mais amplo, conhecido como Reintegracionismo, que estende a sua influência a entidades sociais de todo o tipo, nom exclusivamente lingüístico-culturais.

Assim, desde organizaçons políticas, feministas e ambientalistas até coletivos musicais e desportivos integram umha ampla rede social que nom está dirigida por nengumha associaçom lingüística.

O Reintegracionismo é neste sentido multilinear, umha vez que nom se limita a umha proposta ortográfica, mas a umha conceçom do País que é assumida em diferentes graus por umha boa parte dos coletivos galegos de base nom dependentes das instituiçons. Com todos estes coletivos, a AGAL mantém umha relaçom mui íntima, de apoio e assessoramento lingüístico e para facilitar a troca cultural com outros países lusófonos.

Ainda, a AGAL pretende ser um ponto estável para o diálogo com outras entidades nom afins ao Reintegracionismo e até contrárias a ele, permitindo-lhes informarem-se quanto à nossa proposta cultural sempre que o desejarem. A intençom da AGAL é manter um relacionamento fluído com todas aquelas entidades galegas que tenhem como guia melhorar a qualidade de vida da cidadania galega. Neste sentido temos as nossas portas abertas a qualquer entidade e regularmente tentamos de abrir canais de contacto com o tecido social da Galiza.

Como associar-se à AGAL?

A forma mais ágil para se associar é através do nosso site Na ficha som requeridos umha série de dados pessoais e o tipo e quantia da quota. Outra hipótese é imprimir a folha de inscriçom e enviá-la para algum dos nossos apartados de correios.

Que é a revista AGALIA? Como a podo adquirir?

Capa do número 61 da Agalia

A revista Agália é umha publicaçom científica da Associaçom Galega da Língua que vê a luz trimestralmente desde a primavera de 1985.


Nas suas páginas aparecem trabalhos relativos às áreas mais diversas do conhecimento e a cultura: Filologia e Lingüística, Economia, Filosofia, História, Literatura, etc.

Entre os colaboradores que aparecem nos diversos números da revista figuram os mais variados nomes da cultura galega, como: Isaac Alonso Estraviz, Avilês de Taramancos, Xosé Manuel Beiras Torrado, Ricardo Carvalho Calero, Miguel Anjo Fernám-Velho, Pilar Garcia Negro, Joel R. Gômez, Ernesto Guerra da Cal, João Guisan Seixas, Cláudio Lôpez Garrido, Ramom Lôpez-Suevos, Manuel Lourenço, Jenaro Marinhas del Valle, X. Pisón, Maria Xosé Queizán, Carlos Quiroga, Francisco Salinas Portugal, Elvira Souto… e internacional, como: J. L. Álvarez Enparantza «Txillardegi», Lluis V. Aracil, Leodegário A. de Azevedo Filho, Joan Coromines, Eugenio Coseriu, Sílvio Elia, Pires Laranjeira ou Toni Mollà.


Pode-se adquirir na rede de livrarias da Galiza, na nossa loja on line ou tornar-se assinante através do nosso site

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (17) : Movimento reintegracionista - Perspectiva histórica

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )



Movimento reintegracionista

Perspectiva histórica


Quem foi o primeiro reintegracionista. Quando aparece o reintegracionismo?

O reintegracionismo tal e como hoje o entendemos nasce entre finais dos anos 70 e princípios dos 80, com a consolidaçom de umha prática ortográfica para o galego convergente com a do português.

Nessa altura, para a consolidaçom dessa prática, tivo grande importáncia um grupo de sacerdotes galegos residentes em Itália que assinárom um texto conhecido como o Manifesto dos 13 de Roma. Porém, nesta primeira etapa da prática reintegracionista moderna também fôrom fundamentais figuras já falecidas como Carvalho Calero, Jenaro Marinhas del Valle, Paz Andrade, Rodrigues Lapa ou Guerra da Cal.

Nom obstante, a vontade do Reintegracionismo moderno de construir o galego tendo em conta o português perde-se na história do galeguismo. De facto, pode afirmar-se que essa vontade existe desde o momento mesmo que nasce um movimento cujo objetivo é usar e dignificar o galego, existindo inúmeras citaçons de galeguistas históricos que provam isto.

O reintegracionismo nom é umha tendência dos últimos anos?

O reintegracionismo é só relativamente moderno.

Como movimento organizado nasce em 1981, com a fundaçom da Associaçom Galega da Língua (AGAL) e populariza-se em 1983, com a publicaçom do Estudo Crítico das Normas Ortográficas e Morfológicas do Idioma Galego (ILG-RAG). Porém, como tendência perde-se na história do galeguismo.


Som numerosos os estudos de várias disciplinas humanísticas que demonstram que a filosofia reintegracionista, isto é, aquela que propugna que o português deve ter-se em conta para construir o galego moderno, acompanhou o programa galeguista desde o momento mesmo em que este nasceu.

Em geral, pode mesmo dizer-se que nos momentos da história em que o galeguismo/nacionalismo gozou de mais força, também a filosofia reintegracionista chegou a influenciar mais o programa cultural do mesmo. O momento culminante desta intimidade produziu-se com a Geraçom Nós.

O reintegracionismo nom é recuar na história?

É antigo e moderno ao mesmo tempo.

Nom se pode negar que, atrás do reintegracionismo, existe certa vontade de restaurar umha unidade ideal perdida há muitos séculos. Umha vez que a situaçom do galego é fraca na atualidade, o reintegracionismo pretende considerar toda a história da nossa língua e nom apenas recuar a aquela parte em que o galego já se encontrava em situaçom de minorizaçom. Dito de outro modo, o reintegracionismo encontra na Idade Média, o período em que o galego foi língua nacional de cultura, um modelo para a construçom do galego moderno tam válido como o do século XIX e XX.

Ora, o reintegracionismo é sobre todo um projeto de futuro. Usando como modelo as variantes da língua que nom ficárom subordinadas ao castelhano, e que se espalhárom amplamente polo mundo, propom um modelo de língua ao mesmo tempo alicerçado na tradiçom medieval e inserido na Lusofonia.De facto, se nom existisse a Lusofonia, talvez nom valesse a pena sermos reintegracionistas, porque a razom fundamental do nosso modelo de língua é que ele goza de grande saúde na atualidade.

Reintegracionistas históricos?

O reintegracionismo moderno assenta a sua prática no programa lingüístico-cultural do galeguismo, nomeadamente dos intelectuais mais conhecidos deste movimento: Manuel Murguia, Vicente Risco, Vilar Ponte, Castelao, Joám Vicente Biqueira.

Porém, quando a finais dos anos 70 se iniciou o debate que deu origem às duas práticas ortográficas atuais (a de tradiçom castelhana e a de tradiçom galego-portuguesa) só alguns daqueles membros do velho galeguismo continuavam com vida. Alguns, como Jenaro Marinhas del Valle, Carvalho Calero, Valentim Paz Adrade ou Guerra da Cal passárom a ser, para além de galeguistas históricos, reintegracionistas históricos, tendo defendido com paixom a prática reintegracionista.

Uns e outros deixárom inúmeras citaçons sobre esta questom.

Castelao reintegracionista?

Castelao nom se definia como reintegracionista porque este movimento, com esse nome, só nasceu nos fins do decénio de 1970. Porém, ele, como galeguista em geral e membro da Geraçom Nós em particular, era firmemente partidário de avançar em direçom à confluência normativa com o português. O seu livro Sempre em Galiza, pode considerar-se, de facto, umha das obras de referência do Reintegracionismo ao longo da história, com contínuas alusons à unidade da língua.

Porém, para Castelao, a unidade do galego-português devia ter conseqüências práticas, como expressou numha conhecida carta ao historiador espanhol Sánchez Albornoz:

Yo deseo que en Galicia se hable tan bien el gallego como el castellano y el castellano tan bien como el gallego. Deseo además que el gallego se acerque y confunda con el portugués, de modo que tuviésemos así dos idiomas extensos y útiles.


Escreviam em reintegrado os galeguistas de pré-guerra?

O reintegrado, entendido como hoje o entendemos, nom existia no pré-guerra.

Convém deter-se nisto, porque tem dado lugar a discursos que assentam em meias verdades. No pré-guerra nom havia reintegracionistas como tampouco havia isolacionistas. Quer dizer, ainda que houvesse autores que chegassem a utilizar umha ortografia mui próxima à lusista atual (Joám Vicente Biqueira é o mais conhecido) e pessoas mais empenhadas na convergência cultural e lingüística galego-portuguesa, nom se pode dizer que estas pessoas propugnassem umha linha de atuaçom diferente da do resto do galeguismo.

De facto, em geral, pode afirmar-se que no galeguismo havia um grande consenso em relaçom à necessidade de avançar na direçom proposta por estes 'precursores' do lusismo moderno. A razom pola qual nom se chegárom a dar passos ortográficos definitivos neste sentido foi que na altura o galego nom era ensinado nas escolas e nom se podia aspirar a escrever o galego seguindo critérios ortográficos diferentes aos conhecidos polo conjunto da populaçom: os do espanhol.

Com o fim do regime franquista e a chegada do galego ao ensino, os desejos do galeguismo de pré-guerra tornárom-se propostas práticas, mas umha grande parte dos novos galeguistas que medrárom ao abrigo do grupo Galaxia já renunciárom àquela aspiraçom da Geraçom Nós, e a convergência ortográfica frustrou-se.

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