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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (25) : Viver na nossa língua - Meios de comunicação lusófonos


publica-se às 3ªs e 6ªs
coordenação Pedro Godinho


wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )





Viver na nossa língua

Meios de comunicaçom lusófonos


  • Guia de Mídia, portal brasileiro que referencia inúmeros meios brasileiros e doutros paises.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (24) : Viver na nossa língua - Utilidades


publica-se às 3ªs e 6ªs
coordenação Pedro Godinho


wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )





Viver na nossa língua

Ferramentas da AGAL


  • Conjugal Flexionador verbal do galego, que permite visualizar a conjugação dos principais verbos da nossa língua.

  • Topogal Programa informático que pretende aproximar o público galego à toponímia do seu País dumha maneira agradável e atraente. A sua interface está desenhada em Visual Basic 5.0 e o seu funcionamento é similar ao de um dicionário eletrónico, com várias possibilidades de acesso aos dados, inclusive por meios gráficos, ainda que o TOPOGAL seja um programa independente.

  • Numergal Conversor numérico que permite colocar por extenso qualquer quantidade numérica compreendida entre 0 (zero) e 999.999.999.999 (novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove).

  • Dicionários para correctores ortográficos livres, como os usados por OpenOffice e Firefox.

Dicionários em linha


  • Estraviz. Tesouro lexical galego, com mais de 125.000 entradas é o dicionário galego mais completo.

  • Priberam. Dicionário de português lusitano que contém cerca de 97 000 entradas lexicais, incluindo locuçons e fraseologias, e que permite a consulta de definiçons, com sinónimos e antónimos por aceçom, subentradas e locuçons. Em alguns casos é também possível consultar informaçom sobre a origem da palavra e a sua pronúncia, sobre a conjugaçom verbal e sobre equivalentes de e para espanhol, francês e inglês.

  • Infopédia, enciclopédia e dicionários da Porto Editora.

  • Michaelis. Portal que permite consultar um grande dicionário de português brasileiro, e vários dicionários bilingues.

  • Aulete. Completo dicionário brasileiro, acompanhado por um dicionário de elaboraçom coletiva.

  • Wikcionário, o dicionário livre.

  • Aurelio, dicionário brasileiro.

  • Diciónario online de português.

  • Wordreference. Portal com vários dicionários bilingues. Vale a pena visitar os seus fóruns, que podem resultar de grande ajuda.

  • Linguee. Busque termos em milhões de frases traduzidas por outras pessoas.

Outras


Os manuais dos aparelhos que se vendem na Galiza estám na maior parte das vezes na nossa língua, e só questom de procurar

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (23) : Viver na nossa língua - Defesa e difusão do reintegracionismo

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Viver na nossa língua 

Conselhos para umha eficaz propagaçom do reintegracionismo na rede, e fora dela.


  • Cumpre ter boas maneiras, nom insultar, nom desconceituar, nom abusar do sarcasmo. A quem defende umha ideia nova interessa-lhe o debate civilizado, o intercâmbio de opiniões e dados. Se um debate degenerar numha discussom inçada de insultos e sarcasmos, o ruído amortece a mensagem e as velhas ideias prevalecem incontestadas. Portanto as discussões agres e insultuosas som do interesse do Statu Quo, nom dos defensores das novas ideias.

  • Cumpre ter paciência com o desconhecimento. Ninguém nasce aprendido, e no sistema de educaçom galego ensina-se apenas a versom oficial da questom da língua, ignorando quando nom ocultando, questons lingüísticas básicas. Esperamos que esta wiki ajude a luitar contra essas carências.

  • Fazer finca-pé em ajudar. Quando alguém pede ajuda, ainda que a resposta seja trivial, deve receber ajuda, nom desqualificaçons. Alguém que recebe ajuda é um potencial aliado, alguém que recebe desqualificações é um potencial inimigo. Além disto umha comunidade prestes a ajudar vai ter sempre melhor imagem externa, e interna.

  • É bom salientar as histórias de sucesso, isto dá umha imagem positiva, tanto externa como interna, do movimento reintegracionista. Quais som as histórias de sucesso do reintegracionismo? Inúmeras. É bem sabido que os reintegracionistas temos à nossa disposiçom um grande número de livros em português, que podemos receber umhas quantas televisões na nossa língua, que podemos escuitar muitas rádios lusófonas via Internet, etc. Dito assim, em geral causa um certo efeito, mas se falamos de exemplos particulares (recensons de livros, comentários sobre programas de TV, comentários sobre filmes,…), dumha maneira natural e continua, o efeito é outro.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (22) : Viver na nossa língua - Algumas questões práticas

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Viver na nossa língua

Algumhas questons práticas

Mudança de nomes e apelidos.

Neste momento pode-se passar o nome e os apelidos a forma galega, o que vem recolhido na lei que entrou em vigor no ano 2000.

 

Procedimento - Pedido (com certificaçom de a forma proposta ser correta e galega) dirigida ao registo civil onde temos a nossa certidom de nascimento. A resoluçom e modificaçom terá lugar em 24 horas. No dia seguinte poderíamos pedir umha certidom de nascimento com a mudança feita e proceder com os distintos documentos legais e em todos os papéis e registos (incluída a certificaçom de casamento). Se há filho/as menores de idade, temos de ir já ao registo onde figurarem as certidons dos(as) nossos(as) filhos(as) e procedermos com a respetiva mudança.

 

Dificuldades - A principal é a discricionariedade do funcionário(a) na hora de avaliar a “galeguidade” dos nomes e apelidos. Mudanças que num registo som possíveis num outro encontram obstáculos.

 

Quando a mudança nom sobressai do quadro do galego Ilga-Rag, a melhor estratégia é saber quem vai tomar a decisom, insistir e sobretudo acompanhar o pedido com certificações inapeláveis de autoridade lingüística (no caso ILGA ou RAG). Nos julgados do civil costumam ter bibliografia ao respeito mas a discricionariedade funcionarial pode complicar o processo.

 

Quando a mudança excede o quadro do galego Ilg-Rag também é possível mas pode ser mais lento exigir mais paciência. É importante juntar documentaçom acreditadora de sermos conhecidos socialmente sob a forma para a que pedimos a mudança: correspondência privada e pública, correspondência comercial (esta e doada de conseguir solicitando receber propaganda na nossa caixa de correio), citações em revistas, cartons de associações, comunicações de organismos oficiais. Quanto mais volumosa e alargada no tempo for a documentaçom, terá mais valor. Ainda, acrescentar umha certidom de autoridade académica (por exemplo, de algum professor do departamento de português de Santiago de Compostela ou de traduçom e interpretaçom de Vigo) será um valor acrescentado.

 

O processo administrativo tem lugar agora na povoaçom onde moramos. Neste sentido é estratégico investigar a atitude dos funcionários do teu concelho porque pode mesmo ser útil mudar temporariamente de recenseamento (vamos ter que apresentar a certidom municipal de residir no concelho em questom).

 

Teremos que apresentar umha instáncia ao julgado do civil em que informes de que socialmente és conhecido por XXX e que esta forma nom se corresponde com a forma em que figuras nos documentos. Juntamos a documentaçom acreditadora de seres conhecido assim, o certificado da autoridade competente e o do padrom municipal.

 

A partir de aqui o julgado cita-te para fazer um auto, e esse dia deverás apresentar-te com duas pessoas maiores de idade (nom servem familiares próximos) e que serám as tuas testemunhas que vam declarar que desde que te conhecem, sempre foi com os nomes e apelidos XXX. O ideal é ter a cumplicidade do(a) funcionário(a) para assim fazer todos os passos num único dia,quer dizer, apresentar a instáncia e ir com as testemunhas. Se se segue o regulamento à risca podem passar 6 meses entre o início do processo apresentando a instância e ser citados para assistir com as testemunhas.

 

O Julgado, depois de preparar o expediente, passa-o ao juiz ou à juíza que lhe corresponder (e de novo aparece a discrecionariedade). Esta pessoa elabora um relatório quer favorável quer desfavorável para depois o expediente ser elevado polo julgado à Direçom Nacional do Notariado do Ministério de Justiça, para que por delegaçom do ministro adote o conforme com a mudança e proceda a comunicá-la ao julgado que iniciou o expediente e a nós mesmas(os). Se o relatório do juiz é favorável em Madrid vam dar o sim mas se for desfavorável a comunicaçom de Madrid abriria a via para a reclamaçom judicial contra ela, que costuma ser umha via lenta e cara. Nesse caso é melhor começar de novo.

 

Caso tenha tido umha decisom favorável à mudança, voltamos ao julgado para mandarem ordem aos registos civis onde estám as nossas certidons de nascimento, a de matrimónio, a dos teus filhos/as e em todas se procede a efetuar a mudança. Depois é dirigir-se ao registo civil onde estamos inscritas(os) para pedir umha partida literal de nascimento que já estará corrigida e procedemos à mudança dos documentos.

 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (21) : Movimento reintegracionista - Relações com falantes doutros países lusófonos

 

publica-se às 3ªs e 6ªs

coordenação Pedro Godinho

 

 

wiki-faq do reintegracionismo

( http://agal-gz.org/faq/ )

 



Movimento reintegracionista

Relaçons com falantes doutros países lusófonos

Queredes ser portugueses?

Querem os valons ou os quebequenses ser franceses? Os teuto-suíços ou os sul-tiroleses serem alemáns? Os chilenos ou os porto-riquenhos serem espanhóis? Os irlandeses ou os australianos serem ingleses?. É muito freqüente as fronteiras lingüísticas nom se corresponderem com as fronteiras políticas, já que, por umha parte, existem vários grupos de naçons que tenhem a mesma língua oficial: francofonia, anglofonia, hispanofonia, lusofonia, etc., e, por outra, existem muitas mais línguas que estados, e portanto o usual é num estado falarem-se várias línguas.

 

Os reintegracionistas que militam nalgumha força política fam-no, maioritariamente em forças independentistas ou federalistas, nom existindo na atualidade nengum movimento político organizado que defenda a inclusom da Galiza na República Portuguesa.

Por que em Portugal nos falam em castelhano?

Em Portugal continental, exceto o Algarve, a imensa maioria dos turistas som espanhóis, e a indústria turística portuguesa adaptou-se logicamente a esta circunstáncia. De maneira que para os trabalhadores deste ramo falar castelhano é umha mais-valia. E assim tam logo detetam que o cliente é espanhol falam-lhe, melhor ou pior, em castelhano. E fam-no por dous motivos, por tentar agradar a clientela, mas também com o intuito de praticarem o castelhano, e nom sempre a primeira causa é a principal.

 

Para os galegos que pretendemos falar a nossa língua em Portugal, ou mesmo para qualquer espanhol que pretenda praticar português, este fenómeno revela-se um tanto frustrante. Aliás, como o visitante interage principalmente com a indústria turística -hotéis, restaurantes, lojas de lembranças…-, pode chegar a conclusom de que em Portugal a maior parte da populaçom fala castelhano. Mas este é um fenómeno restrito a tal indústria, e fora dela nom se verifica. Assim se entramos numha livraria, numha sapataria, numha loja de azulejos… o usual é os vendedores falarem unicamente em português.

Como conseguir que nos falem na sua língua?


  1. Pedindo-lho educadamente.

  2. Evitar as zonas mais turísticas.

  3. Tentar falar com gente fora da indústria turística.

  4. Aproximar o nosso galego ao padrom lusitano.

    1. Usar o sesseio.

    2. Evitar no possível o léxico que nos afasta das falas de Portugal, nomeadamente castelhanismos.

Por que os portugueses e brasileiros presentes na Galiza falam em castelhano?

Para se integrar socialmente.

 

A língua das pessoas emigrantes costuma ser um indício bastante fiável, em contextos plurilingues, de que língua funciona melhor socialmente. Aprender umha língua implica um esforço que se vê facilitado com o contacto social com os seus falantes. Assim sendo, se os emigrantes lusófonos investem nesse esforço é porque acham que será recompensado. Se o galego fosse a língua social da Galiza, teriam menos incentivos para investir na aprendizagem do castelhano.

 

Outra questom a tratar seria a expetativa dos e das emigrantes. Quando um brasileiro emigra para a Eslovénia ou a Suécia, tem a expetativa de que ali falam umha língua local. Quando emigra para a Galiza, a expetativa (salvo contadas exceçons) é que falam espanhol porque na verdade estám a emigrar para a Espanha. Esta expetativa poderia ser talvez reformulada se o formato de galego que encontrassem fosse outro, mas, para além de ter uma presença periférica (escasseia nas cidades), a sua vestimenta oficial nom ajuda a fazer as ligaçons necessárias (galego=português).

 

Naqueles contextos onde o galego é hegemónico é habitual que os emigrantes lusófonos mantenham a sua língua, nomeadamente áreas rurais, ambientes culturais, certas áreas profissionais…